Novas diretrizes sobre artrite reumatoide são apresentadas em congresso

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Segundo especialista em saúde, é o paciente junto ao médico que deverão decidir a forma terapêutica do tratamento de artrite reumatoide da melhor forma.

Atualmente, os protocolos que são utilizados pelos médicos reumatologistas passaram por atualizações. Essas novas atualizações com base em novas diretrizes foram apresentadas em um congresso pela SBR. O 34º Congresso Brasileiro de Reumatologia foi realizado em Florianópolis no dia 16 de setembro de 2017.

Essa nova metodologia na forma de tratamento da doença deve ser enfatizada principalmente na questão multidisciplinar.

“Eu sempre digo que o reumatologista, tem o hábito de conversar com outros reumatologista e receber conselhos de reumatologistas. O grande problema é que as doenças reumáticas são doenças sistêmicas que envolvem vários órgãos, devido a isso, é importante que haja um intercâmbio. Muitas vezes as doenças reumáticas são diagnosticadas de formas errôneas por outras especialidades por conta da falta dessa troca de informações entre médicos de outras áreas”, disse Ivânio Pereira, presidente do congresso.

“O propósito deste documento foi estabelecer diretrizes consensuais para o tratamento da artrite reumatoide no Brasil e embasar os reumatologistas brasileiros. Isso pode ser feito através das evidências obtidas na literatura médica e da experiência de uma comissão de especialistas no assunto, considerando o contexto social e econômico do país, mantendo a autonomia do médico na indicação e escolha das alternativas terapêuticas disponíveis”, diz o presidente da SBR, Georges Christopoulos.

Essa nova metodologia na forma de tratamento da doença deve ser enfatizada principalmente na questão multidisciplinar. A conversa entre os médicos é um dos pontos fortes deste novo protocolo, assim também como a conversa entre o médico e o paciente no andamento da consulta. Essas decisões devem passar por um consenso entre as partes, deve ser moldada para a forma de tratamento.

“Essas decisões devem ser compartilhadas entre as partes. Não é que o médico está deixando de se responsabilizar, mas com a participação do paciente, lá na frente, esse paciente não irá se queixar de que não foi ouvido pelo médico na forma de tratamento. Então, essa é uma questão de ordem cultural que temos que adotar”, explicou a médica responsável do laboratório farmacêutico Lilly, Lívia Gonçalves.