Google apoia projetos voltados para aplicativos de celulares

Um dos objetos mais usados hoje em dia é o celular, com ele milhares de utilidades ficam literalmente na palma da mão e facilitam tarefas da vida de forma geral. Um dos desafios que existem para a tecnologia do aparelho móvel é se manter com um bom nível de bateria durante um uso constante. Pensando nisso, um projeto de pesquisa que foi feito na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), tem como foco reduzir o consumo de energia de aplicativos.

As novidades das aplicações para celulares quando são muito complexas acabam sobrecarregando o desempenho do celular e com isso consumindo cada vez mais bateria, no entanto, de acordo com o professor Fernando Magno Quintão Pereira, essa é uma questão que está sendo analisada no projeto que visa reduzir o consumo de bateria através do próprio aplicativo, que deverá identificar sozinho quando é preciso reduzir o seu consumo de bateria.

Existe um protótipo que está sendo projetado com dois estudantes da Universidade. O objetivo do projeto é otimizar o uso do celular através da própria capacidade do equipamento, e aproveitar o potencial do aparelho de aprender para que futuramente exista uma adaptação de suas capacidades em relação às mudanças que podem acontecer.

O professor Pereira explica: “É um jeito de mudar a frequência dos processadores que serve, por exemplo, para economizar bateria. É fazer o sistema identificar os momentos em que ele pode gastar menos energia para executar um comando. Imagina você digitando no WhatsApp. O processamento disso é muito rápido. Entre uma letra e outra o sistema consegue identificar que ali [nesse curtíssimo espaço de tempo] ele pode consumir menos energia e em seguida voltar ao normal”.

O Google premiou esse projeto no Lara (Latin America Research Awards), um programa de bolsa de estudos da empresa, o foco desse prêmio é apoiar e estimular pesquisas que estejam relacionadas à ciência da computação na América Latina.

Os participantes do projeto Junio Cezar Ribeiro da Silva e seu colega Marcelo Novaes, apostam nessa área e têm certeza que grandes são as chances de progresso em usar a tecnologia da informação em pesquisas acadêmicas.