Venda de carros usados segui em alta em 2017

2018 começa com grande expectativa no ramo automobilístico. Em 2017 a venda de carros usados cresceu além do esperado, mesmo sofrendo como outros setores as consequências de uma economia que está em crise.

Em comparação com o mesmo período de 2016, o mês de junho de 2017 aponta um crescimento nas vendas de usados em torno de 9.7%. Mas observando o aglomerado em comparação com o ano anterior, houve um aumento nas vendas na casa de 8.6%.

Se havia dúvidas dos economistas mais pessimistas com relação ao setor, já não deve existir mais. Segundo o Presidente da FENAUTO (Federação Nacional das Associações das Revendedoras de Veículos Automotivos), Ilídio dos Santos: “os dados mostram um avanço satisfatória, com variação pequena de mês a mês, mas prosseguindo positivamente. A expectativa é que o mercado continue a crescer.”

Com essa reação o consumidor é que tem a ganhar, pois podem logo no aumento da oferta, comprar carros que apesar de já terem tido outro dono, estar em bom estado de conservação, é a lei custo benefício.

No mês de dezembro o crescimento das vendas de usados superou os demais meses do ano, em comparação a novembro o aumento foi de 15,1%. A esperança do setor está pautada na diminuição das taxas de juros, e na continuidade do crescimento de nossa economia, para que o setor possa apresentar índices ainda melhores em 2018.

Um dos fatores que também barram o crescimento do setor, é o altíssimo preço dos combustíveis, para o consumidor não adianta ter um carro se não tem condições de abastece-lo.

Segundo a FENAUTO foi contabilizada a venda de 14.212.673 carros usados em 2017, desses destaca-se a preferência do consumidor por carros bem mais usados, os preferidos foram os carros entre 9 e 13 ano de uso, entre os seminovos a preferência é por carros de até 3 anos de uso.

A ascensão dos seminovos e usados produzem um efeito contrário no mercado dos zero quilômetros. Com um preço mais atrativo dos seminovos o consumidor sente-se mais seguro, ao invés de fazer um investimento maior num mercado com escarces de credito para financiamento.