Espaço vazio é encontrado por cientistas na Grande Pirâmide de Gizé

Uma nova publicação feita pela revista “Nature”, revelou que cientistas descobriram um grande espaço vazio entre as paredes da Grande Pirâmide de Gizé, no Egito. A descoberta faz parte de um estudo prolongado de dois anos que visa conhecer a Grande Pirâmide de Gizé. Segundo a publicação, os cientistas identificaram um grande espaço vazio entre as paredes que compõem o monumento com um tamanho estimado em 30 metros de comprimento.

O primeiro autor do estudo realizado no Egito é o japonês Kunihiro Morishima, da Universidade de Nagoya, localizada no Japão, que contou com a ajuda de pesquisadores franceses da Université Paris Saclay para a descoberta do espaço vazio nas paredes da pirâmide.

Os pesquisadores ainda não conseguiram identificar o porquê de existir um espaço vazio entre as paredes do monumento ou a função que ele têm sobre a pirâmide. Isso porque os pesquisadores contaram com uma forma indireta para acessarem o espaço vazio da pirâmide para evitar danos ao monumento.

Contudo, a comemoração mútua dos cientistas enfatizam esse acontecimento através do surgimento de novas técnicas que modernizaram a física. Segundo os pesquisadores, a descoberta só foi possível com o avanço dessas ténicas, que permitiram um avanço no estudo da pirâmide que somam mais de 200 anos de pesquisa.

Os pesquisadores disseram sobre o estudo: “Os achados mostram como a física moderna de partículas pode lançar novas luzes sobre o patrimônio arqueológico do mundo”.

O espaço vazia foi descoberto pelos cientistas através de imagens feitas em raios cósmicos das pirâmides. Esses raios cósmicos são compostos por feixes de energia em escala alta e com grande velocidade. Ao ser lançado sobre partículas, os raios cósmicos auxiliam na descoberta de informações de como as estruturas foram formadas.

As partículas formadas pelos raios cósmicos são chamadas de muões e são consideradas subatômicas. Elas são similares aos átomos de elétron e ainda se comportam como Raios x. Sendo assim, elas permitem que os cientistas possam ver através de imagens captadas em uma trajetória quase linear. As partículas ainda possuem a peculiaridade de viajar milhares de metros de pedra, sem que elas sejam absorvidas ou sumam quando são lançadas.